domingo, janeiro 30, 2005

O Dioguito quer ser sr. Presidente!

Bem, que é um Senador (se é que isso existe... eu cá acho que se existe, não devia existir!) do Estado Português isso ninguém tem dúvidas... mas às vezes nem tudo é permitido aos "Prof. Doutores Catedráticos de nomeação definitiva até morrer, mesmo depois de ter idade para estar jubililados há já não sei quanto tempo"... olha, por exemplo o artigo na Visão do Prof. Doutor Diogo Freitas do Amaral, fundador do CDS (o partido do Centro, rigorosamente ao centro), (ex-)candidato a presidente da república, antigo presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, professor catedrático, enfim... o Dioguito.

Se atentarmos ao texto do Dioguito, percebemos:
1. Se o Dioguito já tivesse morrido e lhe dissessem que o actual CDS/PP tinha sido fundado por ele, haviam de ser grandes as cambalhotas dadas dentro do caixão... (estará contente Sá Carneiro com o populismo do Pedrito?... já deve ter dado umas voltas valentes...);
2. O Dioguito quer ser Presidente da República;
[porquê? a) demarcando-se, como tem vindo a fazer, da Direita, pois que é um "cidadão independente, que não pertence a nenhum partido, e por isso pode escolher em cada momento o que lhe parecer melhor para o País" e, para além disso, um "centrista, que sempre se declarou aberto a alianças quer com o centro-esquerda quer com o centro-direita, orientação que se concretizou primeiro, em 1978, com o governo PS-CDS e, depois, em 1980, com os governos da AD"... Esta atitude pretende mostar aos Portugueses que não esteve ao lado deste Governo que tão mal fez ao país... não pondo em risco muitos votos;
b) ao mesmo tempo pretende evitar que o CDS/PauloPortas... assim que saiba que o Diogo é candidato, salte para o (des)apoiar! O que, com certeza, porque o CDS está em dinâmica de derrota, só prejudicaria a sua eleição;
c) a operação de charme ao PS... nada tem a ver com cargos... ele até já respondeu que nunca tinha falado com o Zézito sobre ministérios... pois é claro que não! Por Deus (Alá, ou raio que parta esta nossa religião cultural!), por Deus, diziamos, o que ele quer é o maior tacho da República... espreita a hipótese do Guterrolas, perdão, Guterres ainda não avançar... (o que é muito difícil, uma vez que também ele anda a fazer campanha... para o PS? talvez mais para ele próprio...)]
3. Como ele próprio diz, vamos por partes:
3.1 Então o voto branco não é um voto validamente expresso? Ai, ai... quando achamos que ninguém é bom, protestamos com o voto branco... só me faltava agora não poder voto em branco sem renunciar à cidadania! O voto nulo, ainda vá lá (aqui entre nós... mandar uma caralhada ou enganar-se inadvertidamente não é desculpável), agora não me deixarem votar em branco? essa é nova o voto branco diz muito, é um voto expresso! A abstenção, essa sim, é reprovável, uma vez que se desaproveita a oportunidade de participar activamente na vida pública...
3.2 Também se vota com o coração?
3.3 Lá estão eles com aquela coisa do voto (in)útil. Aqui não podemos discordar mais... para que servem então os pequenos partidos? Para que serve o Parlamento? (veja-se a proposta que fizemos de substituição do parlamento em 'post anterior'). Não acreditamos no Parlamentarismo? No fundo, na Democracia? Estamos condenados às ditaduras das maiorias absolutas e ao bipartidarismo?
3.4 E outra vez aquela coisa de escolher um primeiro ministro (veja-se 'post' anterior).
Voltaremos à análise do discurso do Diogo (isto, claro, se nos apetecer!)...
Boa Noite!